Quinta, 30 de junho de 2022

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Atualizado em 19/12/2015

JOSENILDO SOUZA # O Direito de Sonhar

JOSENILDO SOUZA # O Direito de Sonhar


Apesar de toda adversidade, em 2015, o ano que finda, acontecimentos no mundo globalizado como a publicação da Enciclica Laudato Si sobre o cuidado da casa comum pelo Papa Francisco, assinatura por mais de 195 países o acordo sobre as mudanças climáticas, nos faz acreditar que temos o direito de sonhar por um mundo melhor, a despeito da tragédia ambiental em Mariana, Minas Gerais.

 



Planejar é sonhar por meio de imagens o futuro. Todo governante deve ter um planejamento das ações e metas para os recursos públicos. Planejar na administração pública é antecipar a realização do futuro que queremos, por meio das condições favoráveis que temos no presente, para a vida da população. O planejamento mostra o caminho que permitirá definir as prioridades a seu tempo, preparar as condições favoráveis de sua realização, praticar a auto-gestão, identificar e controlar os gastos dos recursos, programar os métodos, utilizar os instrumentos, ampliando a percepção para a solução dos problemas que se apresentam, em vista de demonstrar eficiência de sua realização, transformado em benefícios de todos.



Em 2016, voltamos a sonhar com a possibilidade de mudanças políticas que tragam melhoria na qualidade de vida para todos. Os sonhos nos permitem experiências e aprendizado criativo. Aprendemos com os projetos políticos na eleição para a Presidência da Republica, governo do Estado e prefeitos que roubaram o nosso sonho, quando depositamos o voto nas urnas, acreditando que as propostas de mudanças eram verdadeiras, mas não foram realizadas.

 

A urna é o instrumento mágico que a um só tempo guarda e revela o mundo do amanhã: o voto, os eleitos, a vontade geral. Ao depositarmos o voto nas urnas, estamos depositando o sonho, devaneios de felicidade, fonte de possibilidades novas. Somos seduzidos a depositar os sonhos em um projeto de governabilidade que os candidatos registram no cartório eleitoral, que quando não cumprido, deveria gerar a perda de mandato, ações populares contra o mandatário, que roubou nossos sonhos.

 

Os motivos que tornam o sonho imprescindível a vida em comunidade, ao direito de sonhar diuturnamente é o Nosso Futuro Comum, reproduzido na cidade onde moramos e aprendemos lições de vida. Sonho é imagem. Imagem é um certo tipo de consciência que contrapõe a realidade do mundo. Nas próximas eleições de outubro de 2016, muitos estarão depositando seu foto, sua confiança e seu sonho, armados pelas convicçõe próprias em determinados candidatos a prefeito e a vereador.

 

Contudo, precisamos mudar os paradigmas e o foco de perguntas. Sugiro que retomemos o questionamento inicial aos pretensos candidatos em 2016, que disputarão a Prefeitura e a Câmara da sua cidade. Ao invés de perguntarmos qual é o seu projeto, por que não perguntarmos: qual o seu sonho para a nossa cidade? Como enfrentar os desafios em realizar os sonhos?  Quais as metas mais importantes a serem atingidas para os sonhos estabelecidos? 

 

Um dos meios em fazê-los acordar, para a realidade, é termos presente as imagens que nos incomodam, especialmente, as que nos afetam todos os dias. São imagens que dentificamos resultante dos problemas na saúde, educação, saneamento básico, segurança, infraestrutura e em muitos outros segmentos, que atormentam nossos sonhos.

 

Tenhamos estas imagens, sempre presentes, para não aceitarmos mais, também, aqueles que obstruiram nosso direito de sonhar. Como diz o poeta: Sonho que se sonha só é sonho que se sonha só. Sonho que se sonha juntos vira realidade.

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*O autor é professor da Ufam, filosofo, especialista em Ética e Mestre em Estudos Amazônicos pela Universidad Nacional de Colômbia - UNAL, com ênfase em Desenvolvimento Regional.

 

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