Quarta, 10 de agosto de 2022

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Atualizado em 04/08/2022

Bolsonaro sanciona piso salarial da enfermagem de R$ 4.750, mas veta reajuste anual

Governo Federal viu problemas de inconsistência em trecho que previa reajuste automático com base na inflação, confirmou o ministro da Saúde

Bolsonaro sanciona piso salarial da enfermagem de R$ 4.750, mas veta reajuste anual Bolsonaro sanciona piso salarial da enfermagem de R$ 4.750, mas veta reajuste anual (Foto: Divulgação/Secom/Câmara Municipal de BH)

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro sancionou, nesta quinta-feira (4), em cerimônia no Palácio do Planalto, o projeto de lei (PL) 2564/20, que institui o piso salarial nacional para enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem e parteiras.

 

No caso dos primeiros, o piso passará a ser de R$ 4.750. Para técnicos, o valor deve ser correspondente a 70% dessa marca, enquanto auxiliares e parteiras terão direito a 50%.

 

O texto foi aprovado pelo Congresso Nacional no mês passado. A instituição do patamar salarial era uma luta histórica da categoria, que representa cerca de 2,6 milhões de trabalhadores.

 

O ministro Marcelo Queiroga (Saúde) confirmou que por razões de constitucionalidade, o presidente vetou um dos artigos do PL, que determinava um reajuste anual do novo piso com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), um dos indicadores de inflação.

 

"Infelizmente, o presidente teve que vetar o artigo ​15D, em que há problemas de inconsistência, mas o cerne do projeto foi preservado e a enfermagem do Brasil está muito feliz", disse.

 

De acordo com a presidente do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Betânia Maria Pereira dos Santos, mais de 80% da categoria recebe valores inferiores ao novo piso, que agora é lei. "Existe uma precariedade infinita com relação a salários da enfermagem. Agora, pela lei, vamos ter um piso, é o mínimo", afirmou, após a cerimônia.   

 

Para viabilizar a aprovação do piso nacional da enfermagem, o Congresso Nacional promulgou uma emenda constitucional para dar segurança jurídica ao projeto, inserindo o tema na Constituição Federal. Depois disso, o projeto de lei que efetivamente estabelece os novos valores foi aprovado com chancela da ampla maioria de lideranças e bancadas partidárias. 

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