Quinta, 30 de junho de 2022

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Atualizado em 14/06/2022

Comissão externa do Senado vai ao Vale do Javari (AM) acompanhar buscas por Bruno e Dom

Senado aprovou comissão para apurar desaparecimento na Amazônia; senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se manifestou contra criação

Comissão externa do Senado vai ao Vale do Javari (AM) acompanhar buscas por Bruno e Dom Comissão externa do Senado vai ao Vale do Javari (AM) acompanhar buscas por Bruno e Dom (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

DEAMAZÔNIA BRASÍLIA - O Senado aprovou, na sessão dessa segunda-feira (13), a criação de uma comissão temporária externa para acompanhar as investigações do desaparecimento do jornalista Dom Phillips, correspondente do jornal britânico The Guardian, e do indigenista Bruno Araújo Pereira, servidor licenciado da Fundação Nacional do Índio (Funai).

 

Os dois estão desaparecidos desde 5 de junho na região da reserva indígena do Vale do Javari, a segunda maior do país, com mais de 8,5 milhões de hectares.

 

O pedido de criação da comissão foi feito pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). A comissão externa terá nove membros e prazo de 60 dias para apresentar suas conclusões.

 

Segundo Randolfe, a região está entregue a organizações criminosas de garimpo ilegal, de extração ilegal de madeira e também do narcotráfico. “E são essas organizações criminosas no Vale do Javari, contra as quais Dom Phillips, Bruno Pereira e os povos indígenas lutavam”, argumentou o senador.

 

O grupo será formado por três integrantes da Comissão de Direitos Humanos, três da Comissão de Meio Ambiente e três da Comissão de Constituição e Justiça.

 

Conforme o senador, o objetivo é ir até o Vale do Javari, apurar as causas do desaparecimento e investigar o aumento da criminalidade na Amazônia, considerado por ele uma das causas do desaparecimento do jornalista e do indigenista. O colegiado deverá atuar por 60 dias.

 

FLÁVIO BOLSONARO CONTRA A COMISSÃO

Durante a sessão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se manifestou contra a criação da Comissão e propôs aguardar mais alguns dias. Para ele, pode ser questão de dias o desfecho do caso, com a localização de Phillips e Pereira, considerando os esforços do poder público nas buscas.

 

No entanto, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, manteve a votação do requerimento de Randolfe, por entender que a missão da comissão externa vai além.

 

O colegiado deverá se debruçar sobre as atividades criminosas praticadas naquela região.

 

“Eu considero que a criação da comissão externa, além da questão do desaparecimento e do eventual desfecho trágico em relação ao indigenista Bruno Araújo e ao jornalista Dom Phillips, é aquilo que disse no começo desta sessão: existe uma situação hoje, no Estado do Amazonas e em outros estados, onde há a Floresta Amazônica, de crime organizado, tráfico de drogas, tráfico de armas, desmatamento ilegal, extração de madeira ilegalmente, pesca ilegal, garimpo ilegal”.

 

No início da sessão, Pacheco fez uma longa fala sobre o caso, lamentando o ocorrido. “Nós não queremos precipitar o que de fato aconteceu com o Bruno Pereira e com o Dom Phillips, mas, caso se confirme o fato de terem sido eventualmente assassinados, é uma situação das mais graves do Brasil”. Ele afirmou que o Senado tem o dever de reagir ao que tem ocorrido na Amazônia.

 

“Portanto, de fato, não por esse acontecimento apenas, mas por todo o contexto de um estado paralelo que se impõe num lugar em que infelizmente o Estado brasileiro não consegue preencher suficientemente, isso é motivo de alerta e de reação do Senado.”

 

Pacheco também exaltou o trabalho de Bruno Pereira como servidor da Funai, no combate às ilegalidades praticadas em terras indígenas. “Segundo se sabe, o Bruno Araújo Pereira, servidor da Funai, vinha denunciando uma série de irregularidades, de crimes praticados naquela região, de atentados a povos indígenas, de descumprimento da lei, de um estado paralelo ali implantado e que vinha então sendo denunciado por ele”.

 

Na última sexta-feira (10), a Polícia Federal (PF) no Amazonas, que está à frente das forças de segurança na Operação Javari, informou que equipes de busca encontraram material orgânico, “aparentemente humano”, em uma área próxima ao porto de Atalaia do Norte.

Fonte Agência Brasil e Agência Senado

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