Quinta, 30 de junho de 2022

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Atualizado em 04/05/2022

LEÃO AZULAY - Enéas

LEÃO AZULAY - Enéas Leão Azulay é publicitário

Meu tema de hoje, embora pessoal, é daqueles que merecem uma meditação: a relação com um amigo, seus valores, o amor e a morte. A visibilidade pública cria um estereótipo do político como uma alma de gelo, com a vaidade de ser forte e invulnerável, e às vezes, de ser um fingidor. Ele não era.

 

Minha relação com Enéas sempre foi muito forte, desde os tempos de curumim no Grupo Escolar Araújo Filho. Era segurança e devoção. Não há tempo nem idade para aceitar a morte. Ele evitava essa ideia.

 

Quantas vezes me falava: "seu Leão, vamos viver ". Hoje sinto como é difícil meu mundo em Parintins, sem sua presença. Meus ombros pesam nas incertezas das raízes que agora sou e amanhã também morrerão, para crescerem outras, que também amanhã morrerão.

 

Meu amigo Enéas, fui testemunha de sua vida e de seus exemplos. Sei que existe a fé, porque o via professar a fé com a força de todas as crenças.

 

Meu amigo Enéas, sua casa sempre foi cheia de carinho e abrigo. Nunca faltou com os valores morais, da ponderação, do equilíbrio, do respeito às pessoas. Falava com todos. Nunca quis ter nada. Era um homem forte de um coração imenso. Nunca deixou que o poder entrasse em sua personalidade.

 

Ninguém conhece um gesto seu de interferência, uma atitude de ressentimento ou de censura. Pelo contrário. Apoiava. Incentivava.

 

Meu amigo Enéas, sua cabeça era límpida. Quando voltou ao rádio, delirava de prazer, informando e alegrando as pessoas. Era uma canção de gratidão pela vida.

 

Meu amigo Enéas, com certeza ao chegar aos céus foi recebido com um: "Pode entrar, você não precisa pedir licença".

 

Perdoe-me caro leitor, isso é um desabafo de um curumim de 64 anos, que perdeu alguém que até hoje não esquece o tesouro da amizade que tinha com o meu amigo Enéas.

 

*O autor é publicitário*

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