Domingo, 16 de janeiro de 2022

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Atualizado em 11/12/2021

Bolsonaro associa vacina a suspeitas de embolia e trombose

Presidente voltou a colocar em dúvida a eficácia da vacina na prevenção da Covid-19 e defendeu a hidroxicloroquina: "tomei e tomo de novo"

Bolsonaro associa vacina a suspeitas de embolia e trombose Bolsonaro participa da cerimônia de declaração de guardas-marinha (Foto: Isac Nóbrega/PR)

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a defender, na manhã deste sábado, o uso da hidroxicloroquina para o tratamento de Covid-19 — medicamento sem comprovação científica e descartado pelas autoridades sanitárias para o combate ao vírus.

 

Durante cerimônia de declaração de guardas-marinha, no Rio de Janeiro, Bolsonaro colocou em dúvida a eficácia da vacinação como forma de prevenção contra a doença e, sem provas ou comprovação médica, o chefe do Executivo levantou suspeitas de que o deputado federal Hélio Lopes (PSL-RJ) estaria internado com embolia por efeitos colaterais da vacina. E ainda citou supostos casos de trombose após a imunização.

 

"Nós disponibilizamos 400 milhões de doses de vacina. Compradas a partir do momento em que foram disponibilizadas. Mente descaradamente quem diz que o governo federal não comprou a vacina no ano passado. Não tinha uma só dose a venda — disse: — Eu tomei hidroxicloroquina e se me contaminar de novo, tomo outra vez. Não só eu, milhares de pessoas fizeram a mesma coisa. Quem já tomou vacina pode se reinfectar? Pode. Respeito a autonomia do médico", afirmou.

 

E acrescentou: “Um caso que está sendo estudado agora. O deputado Hélio Lopes, meu irmão, está baixado no hospital, com embolia. Parece ser efeito colateral da vacina. Vamos aguardar a conclusão. Um médico, na semana passada, estava abalado porque um irmã dele tomou e estava com trombose no pé. Tem acontecido efeito colateral. Vocês já leram a bula dessas vacinas? Na Pfizer está escrito: não nós responsabilizamos por efeitos colateirais”.

 

No início do mês, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de um inquérito para investigar o presidente Jair Bolsonaro. A investigação tem origem na CPI da Covid, que funcionou no Senado este ano, e vai apurar as declarações de Bolsonaro em "live" realizada em 21 de outubro, na qual o presidente apontou uma ligação entre a vacinação contra a Covid-19 e o desenvolvimento da Aids, o que não é verdade.

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