Domingo, 16 de janeiro de 2022

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Atualizado em 07/12/2021

PF faz operação contra superturamento de R$ 130 milhões na impressão de provas do Enem

Investigação da PF e CGU aponta envolvimento de servidores públicos e favorecimento em processo de licitação do Inep

PF faz operação contra superturamento de R$ 130 milhões na impressão de provas do Enem (Foto: Reprodução)

DEAMAZÔNIA SÃO PAULO - A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (7/12) a Operação Bancarrota, que apura um suposto superfaturamento de R$ 130 milhões em contratos com gráficas que imprimiam as provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

 

As fraudes teriam ocorrido entre os anos de 2010 e 2019.

 

São cumpridos 41 mandados de busca e apreensão, no Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro, além de ter sido determinado pela Justiça Federal o sequestro de R$ 130 milhões das empresas e pessoas físicas envolvidas.

 

A ação é decorrente de investigação realizada em conjunto com a Controladoria-Gera da União (CGU), que também participa das buscas de hoje. Foram destacados 127 policiais federais e 13 auditores da CGU para o cumprimento das diligências.

 

Entre os anos de 2010 e 2018, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) contratou para realização do ENEM, sem observar as normas de inexigência de licitação, empresa que recebeu um total de R$ 728,6 mil dos cofres públicos neste período.

 

Além disso, apurou-se o envolvimento de servidores do INEP com diretores da referida empresa, bem como com empresas de consultoria subcontratadas pela multinacional.

 

Os contratos sob investigação totalizaram um pagamento às empresas de R$ 880 milhões, desde 2010.

 

Deste montante, estima-se que cerca de R$ 130 milhões foram superfaturados para fins de comissionamento da organização criminosa, que é composta por empresários, funcionários das empresas envolvidas e servidores públicos.

 

As investigações apontam para um enriquecimento ilícito de R$ 5 milhões dos servidores do INEP suspeitos de participação no esquema criminoso.

 

Os envolvidos são suspeitos do cometimento dos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, crimes da lei de licitações e lavagem de dinheiro, com penas que ultrapassam 20 anos de reclusão.

Sobe Catracas

CLEINADO MARINHO, diretor de produção

Dirigiu filme de animação com personagens indígenas em cenário pandêmico, que passa em São Gabriel da Cachoeira, e será lançado no Youtube

Desce Catracas

AGUINALDO MARTINS, ex-prefeito de Manaquiri (AM)

Após dez anos, foi processado pelo MPAM acusado de integrar esquema de emissão de notas frias para fraude no fornecimento de combustíveis, em seu mandato de 2012