Domingo, 16 de janeiro de 2022

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Atualizado em 30/11/2021

''Deixo o PSDB para ficar com aqueles que não se vendem'', diz Simão Jatene

Ex-governador do Pará anunciou hoje (30) desfiliação do PSDB, e fez um desabafo afirmando que houve 'traição e covardia' do partido, hoje comandado por Nilson Pinto

''Deixo o PSDB para ficar com aqueles que não se vendem'', diz Simão Jatene Simão Jatene, ex-governador do Pará

DEAMAZÔNIA BELÉM, PA - O ex-governador do Pará, Simão Jatene, anunciou, no início da tarde desta terça-feira (30/11), em vídeo publicado nas redes sociais, a sua desfiliação do PSDB. (VEJA O VÍDEO AO FINAL DA MATÉRIA)

 

O principal motivo é o fato de o PSDB, presidido pelo deputado federal, Nilson Pinto, ter declarado apoio ao governo de Helder Barbalho, em julho, deste ano. Junto com o partido, Pinto levou para o colo de Helder dez prefeitos e quatro deputados.

 

"Mais uma vez, agradecendo... E em respeito a todos aqueles que acreditaram e confiaram em nós eu deixo o partido. Deixo o partido, sem envergonhar meu nome e sobrenome. Deixo o partido, para ficar com aqueles que não se vendem e não se rendem",  afirmou Jatene.    

 

No vídeo, Jatene voltou a lembrar os feitos históricos do partido, ao longo de três décadas, e as realizações de gestões tucanas que comandaram o Estado. Ele é um dos primeiros fundadores do PSDB, no Pará. “Marcas de um governo que jamais foram marcados por corrupção”, disse.

 

O ex-governador também lamentou que deputados que estiveram ao lado dele no passado, atuaram para reprovação de suas contas na Assembleia Legislativa do Pará, em 2020.

 

"Ainda que eu achasse que estavam equivocados, e eram despropositados e até agressivos, como por exemplo, a reveladora... a conivência inimaginável e vergonhosa incoerência, covardia e oportunismo que culminou com a rejeição das contas de um governo dos quais muitos deles, inclusive, participaram diretamente", avaliou.

 

Sem citar o nome de Nilson Pinto, Simão Jatene disse ainda que ao entregar o partido nas mãos do governador Helder Barbalho o ato não representava uma agressão a ele, mas a histórica do partido. O deputado foi eleito presidente do PSDB do Pará em maio de 2019, em cerimônia que Jatene não compareceu.

 

O ex-governador do Pará insinuou ainda que teria ocorrido uma suposta traição na campanha de 2018, quando o então governador e o PSDB apoiaram o deputado estadual Márcio Miranda, do DEM, que foi derrotado por Helder.

 

“Mas, ao assistir o acelerado crescimento de aproximação do partido com o governo que aí está, talvez revelando até uma traição já presente na campanha [ passada ], eu percebi que tais atitudes e manifestações, mas do que agredir a mim agrediam a princípios que deram origem ao próprio partido”, acentua Jatene.

 

“Nós não podemos concordar com isso. Assim, eu tenho que admitir que o partido pelo, qual lutamos e com o qual sonhamos, não existe mais [...] Deixo o partido sabe por que? Porque os sonhos não envelhecem”, concluiu o ex-tucano.

ASSISTA O VÍDEO ABAIXO:

 
 
 
 
 
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