Domingo, 28 de novembro de 2021

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Atualizado em 22/11/2021

Amazonino confirma que vai disputar governo: 'Amazonas está à deriva e sem rumo'

Ex-governador disse que está cada vez mais preparado para assumir o Governo e que tem projetos para colocar o Estado nos trilhos

Amazonino confirma que vai disputar governo: 'Amazonas está à deriva e sem rumo' Ex-governador Amazonino Mendes em entrevista à TV Norte (Foto: divulgação)

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM - Em entrevista à TV Norte (afiliada do SBT), nesta segunda-feira (22/11), o ex-governador Amazonino Mendes (sem partido) confirmou que irá disputar o governo do Amazonas em 2022 e fez uma breve análise do cenário amazonense, disse que nunca o estado esteve tão à deriva como na atualidade e lamentou pelas mortes ocorridas durante a pandemia por má condução político-administrativa.

 

“O que vem acontecendo com o estado não é uma coincidência. O estado nunca esteve à deriva, verdadeiramente sem rumo, uma situação extremamente crítica em toda sua história, como está hoje. Segurança e saúde, todos os descalabros do absurdo. Aqueles que amam o nosso estado têm compromisso e devem ter sofrido tanto quanto as famílias, coitadas, que perderam seus entes queridos, seus filhos, pais, irmãos e irmãs, avós. O recente episódio que acometeu o mundo na pandemia, aquilo ainda está na minha cabeça, na minha retina, aquela coisa brutal dos contêineres na frente dos hospitais para receber o corpo dos mortos. Morreram muitos amigos, pessoas valorosas. Na verdade a gente percebia, sentia que faltou amor. Basicamente amor, respeito à população, nosso povo, à nossa gente. O episódio da compra na casa de vinhos e coisas que revelam uma incompetência, incapacidade que a gente chama na linguagem popular de uma burrice”, analisou Amazonino.

 

O ex-governador Amazonino, durante o programa, questionou sobre quais obras foram construídas e entregues pela atual gestão Wilson Lima. Ele disse que tentou ajudar o estado no enfrentamento da criminalidade, quando em 2018, contratou o escritório internacional de segurança de Rudolph Giulliani.

 

“Qual foi o hospital que fizeram? As escolas? Melhoraram alguma coisa na educação, saúde? A segurança está um caos total. Eu fui buscar o homem, grupo, equipe, mais respeitados, mais importantes do mundo para ajeitar a segurança do Estado. O homem que tinha ajeitado a segurança em Nova Iorque. Tá certo, uma das maiores cidades do mundo, de um país desenvolvido, mas ele também com seu grupo acertou dentre outras a cidade de Cali (Colômbia) que era a mais violenta do mundo. Trouxe para cá o Giulliani. Um contrato de valor simbólico de cinco milhões de reais. O que são cinco milhões para uma organização dessa, internacional, acostumada a lidar com bilhões de dólares? Aqui, por política rasteira, criaram um clima negativo. E Manaus perdeu a oportunidade de combater a violência que já era crescente.  Jogaram fora. Deixei o contrato para esse governo, esse governo destratou, dispensou”, declarou o ex-governador, destacando que o investimento em tecnologia e inteligência é o ponto focal para o enfrentamento da criminalidade. ~

 

“Não adianta inventar e mentir para o povo e dizer que vai resolver com essa estrutura que nós temos. Polícia Civil, Polícia Militar, sei da disposição que eles têm, mas está faltando tecnologia de inteligência. Essa tecnologia nós não dominamos. Nós não temos. O Brasil inteiro, lugar nenhum, não tem. E aqui já chegou ao ponto que há um poder paralelo. Houve uma sublevação e houve desafios claros desse poder contra o poder oficial instalado. Há uma correlação de poder lamentável hoje, as pessoas já começam a pedir permissão no interior. Isso significa que o Estado oficial que nós conhecemos, o Estado legal, está numa situação às vezes inferior a esse novo estado crítico, ignominioso, criminoso, que está se estabelecendo, se fortalecendo cada vez mais. Onde vamos chegar?”, completou.

 

O também ex-prefeito de Manaus disse que nunca se sentiu tão bem para comandar o Executivo Estadual como nos dias atuais.

 

“É meu dever, fazer cada vez mais. E me sinto como nunca estive tão preparado para assumir o governo como agora. É um somatório de experiências. Essa soma aliada ao meu espírito, meu jeito de ser, eu sou um caboclo, simples, e tenho um amor imenso pelo meu estado. Lá atrás, eu fiz uma lei, o equivalente hoje para destinar mais de R$ 1 bilhão pro interior, por ano. Acabaram com essa lei. É crime. Foi esse governo que mandou um projeto de lei para a Assembleia. Eu nunca vi uma Assembleia, com todo respeito, tão subserviente. Isso realmente é lancinante, a gente se sente mal. Eu sempre respeitei os deputados. Para mim, tem que ser independente. Não comprado através de contratos, negócios”, declarou Amazonino.

 

“Como eu disse, tem um governo que deixou o estado numa situação extremamente crítica, então estamos precisando de socorro. Eu acho que estou, mais do que ninguém, me desculpe a falta de modéstia, mais do que ninguém, preparado para recuperar e ajustar, botar de novo o estado nos trilhos, com todo o respeito que eu tenho, a todos esses meus concorrentes. São competentess são capazes. Têm direito, mas desculpe, é uma verdade. Como eu disse ainda há pouco, eu não posso deixar o estado assim, eu fazer de conta que não existe, e descansar, ir para o fundo de uma rede, como diz um novo adversário que está acostumado a dizer isto. É um ingrato”, afirmou o ex-governador.

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Recebeu a Medalha de Honra ao Mérito 'Desembargador Décio Erpen', durante o 87º Encontro de Corregedores-Gerais dos Tribunais de Justiça do Brasil, no Maranhão

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Justiça Eleitoral cassou o mandato dele e do vice, por antecipação do pagamento de 13º salário às vésperas da eleição 2018