Domingo, 28 de novembro de 2021

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Atualizado em 07/11/2021

ROBÉRIO BRAGA - Festas para o Teatro

ROBÉRIO BRAGA - Festas para o Teatro Robério Braga, presidente da Academia Amazonense de Letras

Aproxima-se o fim do ano, passadas quase por inteiro as borrascas da pandemia que abalou todos os países do mundo, ceifando vidas, destruindo lares, empobrecendo as cidades daquilo que é mais relevante que é a inteligência humana a serviço do bem, do progresso verdadeiro e do respeito à ordem, e, depois desse temporal tremendo, nossos olhos se voltam para o ícone da cidade de Manaus: o Teatro Amazonas.

 

E se voltam por razões particulares e relevantes, capazes de impor uma reflexão mais completa de quantos amam essa terra e a ela dedicam seus labores, de modo a que se possa, cada vez mais, melhor compreender a que deve servir esse Teatro-monumento, como todos nós podemos valorizá-lo e como devemos preservá-lo. Isso porque, neste dezembro que está chegando ele vai completar 125 anos de inaugurado, e, logo em seguida, em 7 de janeiro do próximo ano, igual tempo da primeira récita de ópera em seu palco.

 

É induvidoso que o Tetro Amazonas é emblemático para os manauenses, sejam os de coração ou nascidos na gleba, como é simbólico para o País posto que nenhuma outra cidade brasileira é representada por seu teatro, como dissemos outro dia. Porém, o que se exige, além das festas que se deve fazer em regozijo pelo privilégio de termos oportunidade de presenciar essa data histórica, é entender melhor o que todos nós devemos fazer para que este monumento às artes se mantenha servindo às funções para as quais foi edificado, seja preservado em sua estrutura arquitetônica e decorativa e, mais que isso, cumpra o papel de educação e formação pelas artes, notadamente para os mais jovens, ressoando em seus salões a alma do belo.

 

Essa preocupação decorre do fato de que nem sempre e durante muitos anos e de maneira alternada, o Teatro teve prestígio, importância e imponência, em outras, foi completamente abandonado, assaltado em seu patrimônio decorativo, utilizado para tudo que desse na telha de quem desejasse ostentar poder e, nesse campo, serviu para pompas fúnebres, bailes de carnaval, banquetes, pregação de quase todas as religiões conhecidas, desfile de misses, formatura de escolares, e, pasme o leitor, certa feita, até de campo de futebol seu palco serviu.

 

O que se tem visto, depois de duas grandes restaurações - 1973-1975 e 1988-1990 - e das últimas obras de manutenção e conservação em 2001, 2011, 2014 e 2021, é o melhor cuidado com o prédio, suas instalações, equipamentos e adornos sofisticados de sua decoração, e, por isso, ele completará esse novo aniversário com elegância e bem apresentado no cenário de uma Manaus que se arrasta entre um moderno muitas vezes de mau gosto, um antigo depauperado e abandonado e o caos da periferia em que vive a maior parte da população.

 

Não esqueçamos, entretanto, que desde o projeto de lei que autorizou sua construção, em 1881, às obras iniciadas em 1884 e tocadas por Eduardo Ribeiro de 1893 a 1896, o Teatro estava posto em meio ao quase deserto, no mato e por entre ruas alagadiças e becos imundos, cenário urbano que o governador Ribeiro resolveu consertar e embelezar.

 

Se todos nós, amazonenses de nascimento ou de coração, não tivermos a consciência de que ele não é, apenas, um monumento arquitetônico, mas foi preparado para ópera, concertos e grandes espetáculos de alta qualidade, corre o risco de voltar aos tempos em que servia até para posto médico de malária, escritório de defesa e depósito de combustível na II Guerra e outras “cositas” mais.

 

Por isso, festas e conscientização, nesses 125 anos do Tetro Amazonas. 

*O autor é presidente da Academia Amazonense de Letras (AAL) e ex-secretário de Cultura do Estado*

Sobe Catracas

MÁRIO DE MELLO, presidente do TCE-AM

Recebeu a Medalha de Honra ao Mérito 'Desembargador Décio Erpen', durante o 87º Encontro de Corregedores-Gerais dos Tribunais de Justiça do Brasil, no Maranhão

Desce Catracas

MATHEUS ALMEIDA, prefeito de Monte Alegre (PA)

Justiça Eleitoral cassou o mandato dele e do vice, por antecipação do pagamento de 13º salário às vésperas da eleição 2018