Domingo, 28 de novembro de 2021

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Atualizado em 25/10/2021

Cientista vê riscos em grandes eventos com público em Manaus

Pesquisador da Fiocruz Amazônia afirma que mesmo com 50% da população vacinada contra a Covid, eventos como o 'Boi Manaus', 'geram oportunidades' para novas mutações

Cientista vê riscos em grandes eventos com público em Manaus Boi Manaus 2021, no sambódromo, em comemoração aos 352 anos da capital (Foto: Marcely Gomes / Semcom)

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM - O cientista da Fiocruz/Amazônia, Jesem Orellana, considera que, mesmo com a metade da população vacinada contra a Covid-19, em Manaus, ainda há riscos em promover grandes eventos com público, como foi o caso do “Boi Manaus 2021”, que ocorreu neste fim de semana.

 

Orellana afirmou que aglomerações podem gerar “novas oportunidades” para mutações da Covid-19.

 

“O primeiro e mais importante ponto, diz respeito ao novo coronavírus, sabidamente imprevisível e capaz de surpreender dramaticamente, como temos visto ao longo da pandemia. O segundo se deve ao grande número de pessoas não vacinadas ou com esquema incompleto. Em outras palavras, estamos falando de novas oportunidades não apenas para maior disseminação viral, como também para novas mutações”, analisou o epidemiologista e pesquisador.

 

Com 50% da população total de Manaus com esquema vacinal completo, a prefeitura realizou festejos de comemoração do aniversário de 352 anos da cidade, reunindo centenas de pessoas no período de 22 a 24 de outubro, no sambódromo.

 

Para participar da festa, todos deveriam apresentar carteira de vacina que comprovasse 100% de imunização.

 

O epidemiologista Jesem Orellana afirmou ainda que o fato de as vacinas não serem uma garantia total de não contaminação é outro fator que causa riscos.

 

“Assim como não faz sentido falar em Lockdown nesta fase da epidemia (franca desaceleração) em Manaus, também não faz sentido falar em amplos relaxamentos, o que inclui atividades que geram intensa aglomeração como o Boi Manaus, mesmo com os supostos protocolos e precauções. Por último, o fato de as vacinas não serem infalíveis e milagrosas, em um contexto de extrema vulnerabilidade como é o caso de Manaus, o que aconteceu em 2020 e 2021, não parece ter sido suficiente para que autoridades sanitárias e população tivessem mais cautela”, explica o cientista.

 

De acordo com o “Vacinômetro” da Prefeitura de Manaus, 11% da estimativa do público vacinável em Manaus, mais de 210 mil pessoas, ainda não receberam a primeira dose da vacina.

 

O Sistema Municipal de Vacinação (SMV) também indicava que outros 279.479 pessoas já haviam passado dos prazos da segunda dose.

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