Quarta, 27 de outubro de 2021

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Atualizado em 12/10/2021

Médico da Hapvida relata que sofria ameaças de demissão para receitar 'kit covid'

Felipe Peixoto disse que médicos que não seguissem as orientações para prescrever cloroquina, eram exonerados; operadora é alvo do Ministério Público

Médico da Hapvida relata que sofria ameaças de demissão para receitar 'kit covid' Hospital Hapvida (Foto: Divulgação)

DEAMAZÔNIA BRASÍLIA - Reportagem do Estadão, desta segunda-feira (11/10), traz relatos do médico generalista Felipe Peixoto, que diz ter sofrido pressão da operadora de planos de saúde Hapvida para receitar o chamado “kit covid”, composto por medicamentos como a cloroquina, sem eficácia para tratar pessoas com coronavírus.

 

O uso do medicamento em pacientes covid é defendido pelo presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores.

 

O médico, que atuava em Fortaleza (CE), disse, em entrevista ao Estadão, que as ameaças de demissão estão registradas em conversas no aplicativo WhatsApp.

 

“Ameaçaram demitir qualquer médico que ultrapassasse a negativa de prescrever a droga, mais de duas vezes consecutivas”, afirmou Peixoto, que deixou a Hapvida.

 

Em uma das conversas, à qual o Estadão teve acesso, um superintendente da unidade, onde Peixoto atuava, cita um “ranking” de médicos que se recusam a prescrever hidroxicloroquina, mais de duas vezes.

 

“A orientação é desligar os colegas que entrarem nesse ranking 2x”, diz o texto. “Aqui no hapfor [Hapvida Fortaleza] mesmo, já tivemos, infelizmente, que desligar uma colega por esse motivo”.

 

A Hapvida é alvo de inquérito do Ministério Público do Ceará, Estado onde fica a sede da operadora, e foi investigada também pelo MP-SP.

 

A operadora ainda é investigada por receitar o kit covid, mesmo sem aplicar o teste, para diagnóstico dos pacientes. Um inquérito foi aberto pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte, a partir da denúncia de um paciente.

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