Quarta, 27 de outubro de 2021

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Atualizado em 14/09/2021

Em Manaus, 380 mil não tomaram vacina e 1,2 milhão está sem 2ª dose, alerta cientista

Jesem Orellana afirma que, neste momento, mais importante que a terceira dose em idosos, é viabilizar a 1ª e 2ª em pessoas com menos de 60 anos

Em Manaus, 380 mil não tomaram vacina e 1,2 milhão está sem 2ª dose, alerta cientista O epidemiologista Jesem Orellana, da Fiocruz-Amazônia (Imagem: Reprodução Zoom)

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM - O epidemiologista da Fiocruz Amazônia, Jesem Orellana, afirmou, nesta terça-feira (14/9), nas redes sociais, que, oito meses após iniciar a vacinação contra a Covid-19, Manaus “está longe de coberturas vacinais satisfatórias, em menores de 60 anos”.

 

Segundo o cientista, dados do Ministério da Saúde mostram que 380 mil manauaras, de 12 a 59 anos, ainda não tomaram, sequer, a primeira dose da vacina contra a Covid-19.

Há ainda outras 1,2 milhões de pessoas que estão sem a segunda dose, a maioria atrasados, afirma Orellana.

 

“É extremamente preocupante notar que em torno de 3 de cada 10 (30%) manauaras com 12-29 anos ou ainda 1 de cada 4 (25%) manauaras com 30-39 anos não tenham tomado a 1ª dose (muitos destas faixas etárias abandonaram o uso de máscaras e aglomeram cada vez mais em festas/restaurantes/bares e outros ambientes fechados, além de circularem intensamente no transporte coletivo)”, explica o pesquisador.

Em novo alerta, Jesem Orellana chama atenção também para o percentual de 40,1% de pessoas da faixa etária de 50 a 59 anos sem a segunda dose, já que a primeira dose foi ofertada há mais de 12 semanas para o público de 50 a 53 anos em Manaus, além da segunda dose ter sido adiantada para muitos.

 

O cientista avalia que mais importante do que a terceira dose em idosos, seria criar mecanismos para viabilizar a primeira dose em quem não tomou a vacina e/ou a segunda dose naqueles que estão com o esquema vacinal incompleto.

 

“Impressiona como o Brasil, em especial Manaus, a capital mundial da Covid-19, cria oportunidades ameaçadoras e letais para novas mutações do SARS-COV-2”, adverte o pesquisador da Fiocruz.

VEJA O TEXTO DO CIENTISTA JESEM ORELLANA:

Manaus iniciou a vacinação contra a Covid-19 há aproximadamente 8 meses e está longe de coberturas vacinais satisfatórias em menores de 60 anos, apesar dos pouco exitosos mutirões de vacinação, com claro viés populista por parte do Governo estadual e Prefeitura.

 

De acordo com dados do Ministério da Saúde, aproximadamente 380 mil manauaras de 12 a 59 anos sequer tomaram a 1a dose (Figura 1). Ademais, em torno de 1,2 milhões estão sem a 2a dose (Figura 2), boa parte atrasados.

 

É extremamente preocupante notar que em torno de 3 de cada 10 (30%) manauaras com 12-29 anos ou ainda 1 de cada 4 (25%) manauaras com 30-39 anos não tenha tomado a 1ª dose (muitos destas faixas etárias abandonaram o uso de máscaras e aglomeram cada vez mais em festas/restaurantes/bares e outros ambientes fechados, além de circularem intensamente no transporte coletivo).

 

Outro dado que chama atenção é o percentual de 40,1% de indivíduos entre 50-59 anos sem a 2a dose, já que a primeira dose foi ofertada há mais de 12 semanas para indivíduos com 50-53 anos em Manaus, além de a 2a dose ter sido adiantada para muitos.

 

Em termos de saúde pública e pensando em efeitos diretos e indiretos da vacinação, mais importante do que a terceira dose em idosos, seria criar mecanismos para viabilizar a primeira dose em quem não tomou a vacina e/ou a segunda naqueles que estão com o esquema incompleto. Impressiona como o Brasil, em especial Manaus, a capital mundial da Covid-19, cria oportunidades ameaçadoras e letais para novas mutações do SARS-COV-2.

Jesem Orellana

Epidemiologista-FIOCRUZ/Amazônia

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