Sábado, 24 de julho de 2021

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Atualizado em 15/06/2021

White Martins nunca alertou possibilidade de desabastecimento de oxigênio, diz governo do AM

Governo do Estado disse que as solicitações da empresa faziam referência apenas ao aumento no valor do contrato e não na quantidade de oxigênio que seria fornecida.

White Martins nunca alertou possibilidade de desabastecimento de oxigênio, diz governo do AM Sede do Governo do Amazonas (Foto: Divulgação/SSP-AM)

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM - A Secretaria de Estado da Saúde (SES-AM) contestou a informação de que a empresa White Martins tenha alertado o Governo do Amazonas sobre a possibilidade de desabastecimento de oxigênio no Estado.

 

 A informação de que a empresa informou o Estado, no dia 16 de junho e em outras ocasiões, foi repassada nesta terça-feira (15), durante audiência da CPI da Covid, pelo senador Eduardo Braga. Segundo o senador, em 11 de setembro do mesmo ano, a empresa reforçou o aviso em mais um ofício.

 

Hoje à noite, o governo informa que em duas oportunidades, nos meses de julho e novembro de 2020, a White Martins solicitou à SES-AM aditivo contratual do serviço prestado.

 

Os pedidos foram para “o acréscimo nos volumes contratados de 25% nos termos da lei”, o que significa solicitação de aumento no limite, que possibilita a legislação, em relação à ampliação dos valores de contratos para qualquer fornecedor público.

 

Ou seja, as solicitações faziam referência apenas ao aumento no valor do contrato e não na quantidade de oxigênio que seria fornecida.

 

“O aditivo contratual tratava estritamente de questões financeiras e o objetivo era estender o saldo de contrato, não tendo sido abordado assuntos como projeção ou aumento de consumo de oxigênio da rede estadual de saúde, que à época apresentava estabilidade, não tendo sido sinalizada a possibilidade de desabastecimento do insumo”, informa o governo do Amazonas.

 

Consumo de oxigênio – Ainda de acordo com o Governo, dados da Secretaria Estadual de Saúde e da empresa White Martins mostram que o consumo de oxigênio na rede estadual em 13 de março de 2020, dia em que foi confirmado o primeiro caso de Covid-19 no Amazonas, foi de 13.367 metros cúbicos. 

 

Entre janeiro e março de 2020, a demanda de oxigênio se manteve estável em 12,5 mil metros cúbicos por dia. Já entre abril e maio, durante o primeiro pico da pandemia, o consumo chegou a 30 mil metros cúbicos por dia, o que foi atendido pela empresa fornecedora do insumo.

 

Entre o mês de junho e 20 de dezembro, com base no monitoramento da White Martins, a demanda se manteve estável, com média de consumo de 15,5 mil metros cúbicos por dia.

 

“Apenas a partir do dia 20 de dezembro de 2020 até o dia 4 de janeiro de 2021, passou a ser registrado aumento no consumo e, a partir do dia 5, o aumento tornou-se exponencial, chegando ao pico diário no dia 14 de janeiro, com consumo de 79 mil metros cúbicos nesse dia”, completa o Estado.

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