Terça, 18 de maio de 2021

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Atualizado em 30/04/2021

Governo do Amazonas planeja reabrir Delphina Aziz para atendimento não Covid

Hospital foi referência para o tratamento de Covid-19, em Manaus; houve queda na taxa de ocupação de leitos

Governo do Amazonas planeja reabrir Delphina Aziz para atendimento não Covid Governo do Amazonas planeja reabrir Delphina Aziz para atendimento não Covid (Foto: Diego Peres/Secom)

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM - A Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) planeja a reorganização da rede estadual de saúde, visando a ampliação dos atendimentos de causas não relacionadas à Covid-19. Entre as mudanças previstas está a abertura do Hospital Delphina Aziz, referência para o tratamento de Covid-19, também para outros tipos de atendimento, incluindo cirurgias e exames.

 

O anúncio foi feito durante a audiência pública virtual sobre o Plano de Contingência Estadual para enfrentamento da pandemia da Covid-19, realizada nesta quinta-feira (29/04), pela Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM).

 

A decisão leva em conta a queda na taxa de ocupação de leitos Covid-19 e o aumento na taxa de não-Covid. Conforme os dados apresentados pela SES-AM, os leitos clínicos na rede pública para Covid-19 estão em 29 % e de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) alcançou 58%. No momento, a SES-AM trabalha na reorganização e mantém alerta para a virada de chave nos Hospitais e Prontos-Socorros (HPSs), onde leitos Covid-19 foram convertidos para atendimento de outras causas, mas que podem ser reconvertidos a qualquer momento na rede, caso o cenário mude.

 

No início da tarde desta quinta-feira, a maioria das solicitações de transferência de pacientes registrados no Sistema de Transferência de Emergência Regulada (Sister), da SES-AM, é de causas não-Covid, principalmente do interior do Estado. 

 

“As solicitações não-Covid são muito mais altas, 79 chamados nesta quinta-feira, mostrando a necessidade de virar a chave na rede estadual de Saúde para o atendimento não-Covid", afirmou o secretário de estado de Saúde, Marcellus Campêlo. Ele disse ainda que os chamados para transferências de pacientes com Covid-19 eram de apenas 12, sendo três de Manaus e nove do interior.

 

As internações dos pacientes acometidos pela Covid-19 ficarão concentradas nos hospitais Dephina Aziz e Nilton Lins. A secretária executiva de Urgência e Emergência, Mônica Melo, ressaltou que a estrutura montada para o atendimento da doença não será desativada, mantendo-se organizada para possibilidade de uma nova subida de casos.

 

“Desocupamos leitos Covid nos prontos-socorros. A rede está configurada com leitos reservados para doença, pois o paciente que sofre acidente pode estar com Covid e precisa do atendimento especializado, por exemplo, neurotrauma, na unidade. Seguindo a orientação da Opas (Organização Pan-Americana de Saúde), não foram desfeitos os leitos Covid”, explicou a secretária.

 

As unidades da rede estadual já atendem, em sua maior parte, pacientes com outros agravos à saúde. Na rede estadual, a taxa de ocupação de leitos clínicos não-Covid é de 79% e a de UTI corresponde a 77%. Os hospitais estão com pacientes fora do período de transmissão da Covid-19, que concluíram o tratamento e estão hospitalizados por outras sequelas.

 

Mudança no atendimento

Segundo o secretário executivo de Assistência da Capital, da SES-AM, Jani Kenta, a proposta é transformar o Hospital Delphina Aziz em uma unidade de atendimento híbrido e com perfil cirúrgico.

 

“A unidade possui capacidade para fazer mais de mil cirurgias, de média complexidade e ambulatorial, de pacientes não Covid-19, mais de 10 mil atendimentos de ambulatório especializado e mais de 65 mil exames laboratoriais. A nova configuração com a ampliação da oferta de diversos serviços e atendimento regulados visa acelerar a fila do Sistema de Regulação (Sisreg)”, explicou o secretário.

 

O secretário executivo de Assistência da Capital enfatizou que, com o direcionamento da rede para os atendimentos de casos do novo coronavírus, outras necessidades de assistência médico hospitalar, as chamadas ‘ondas ocultas’, tiveram aumento.

 

Onda oculta refere-se aos casos externos, como agravos à saúde no período da pandemia, relacionados às doenças crônicas, violência ou outra causa como acidentes de trânsito, agressões, ferimentos por arma de fogo, por arma branca e as quedas.

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