Domingo, 11 de abril de 2021

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Atualizado em 30/03/2021

CARLOS SANTIAGO - O clima de eleições no Amazonas

CARLOS SANTIAGO - O clima de eleições no Amazonas Carlos Santiago

Nem a pandemia cessou e já estamos convivendo com o clima eleitoral de 2022. Políticos, partidos e governantes desconversam, mas pensam e agem de olhos nas futuras eleições que escolherão o presidente da República, os senadores, os governadores e os deputados federais e estaduais. No Amazonas, as movimentações políticas estão intensas.

 

Tudo indica que o atual governador do Amazonas buscará a reeleição. Ele tem se reunido com prefeitos, direções de partidos e tenta organizar sua base de apoio na Assembleia Legislativa. Fez mudanças no secretariado e tem aplicado uma publicidade aguda nos meios de comunicação. Além disso, a sua presença no interior tem sido bastante ativa. No entanto, o seu maior desafio é o de superar o desgaste que vem sofrendo da opinião pública.

 

O senador Eduardo Braga será também candidato ao governo. Elegeu inúmeros prefeitos no último pleito, agora ele vem trabalhando para ampliar esse apoio por meio da aprovação de emendas parlamentares que destinam recursos a esses municípios. Faz investimentos em comunicação e mantém uma maior aproximação com as lideranças locais, partidárias e diversos deputados estaduais. Mas, o seu maior desafio é diminuir a sua rejeição popular na cidade de Manaus.

 

Ainda sem candidaturas definidas, outros grupos e ícones políticos aguardam o momento certo para ingressarem no jogo das eleições. O prefeito de Manaus, por exemplo, terá um destaque importante como um possível candidato ou apoiador de candidatura. Conseguiu a "simpatia" de quase todos os legisladores da cidade. Possui a força da máquina municipal,  de partidos aliados e de políticos leais. Mas, sua força e o êxito políticos dependem do seu desempenho na condução da prefeitura da capital do Amazonas.

 

O grupo dos partidos progressistas ou de esquerda sempre lançou candidatos ao governo. Para isso, conta com uma aguerrida militância e tempo de televisão, sempre muito importantes numa eleição. E, até o momento, pode contar ainda com um grande cabo eleitoral, o ex-presidente Lula. O grande desafio do grupo das esquerdas é a unidade e a escolha de um (a) candidato viável.

 

O senador Omar Aziz organiza um grupo político com vários políticos e partidos, mas ainda não decidiu se vai lançar alguém ou se vai apoiar um nome de um outro grupo. Todavia, o grande desafio é o de escolher um nome bom de urnas, eficiente eleitoralmente, pois Omar e Ricardo Nicolau não conseguiram alcançar êxitos nas últimas eleições.

 

O ex-prefeito Arthur Neto tem o seu nome como referência de um grupo político local. A partir de recentes aparições na mídia local, Neto dá sinais que quer disputar, em 2022, o senado federal ou o governo. O seu desafio é mostrar que tem fôlego para disputar uma nova eleição e ainda superar o desgaste acumulado como administrador de Manaus.

 

O grupo dos bolsonaristas no Amazonas, capitaneado pelo coronel Menezes, também se movimenta. Menezes está visitando municípios do interior e busca uma unidade dos políticos e dos militantes da linha política conservadora, além de continuar mantendo canal direto com o presidente da República. Contudo, terá que encontrar um candidato ao governo e criar uma estratégia para minimizar a crescente rejeição de Bolsonaro.

 

Amazonino, líder político de gerações, ainda não admitiu candidatura ao governo, mas será presença certa no processo eleitoral de 2022, como candidato ou não. O cacique do Partido Liberal Alfredo Nascimento anda calado, mas articula nos bastidores. Não ficará fora das articulações eleitorais para 2022. O PL já emplacou o vice- presidente da Câmara dos Deputados e a ministra de articulação política do governo Bolsonaro.

 

Ainda há possibilidades de união de diversos grupos para as eleições gerais de 2022, como acordos locais envolvendo a chapa do Senado Federal e, ainda, por imposição do cenário nacional como reflexos de acordos das alianças nacionais para disputa da presidência da República, forçando até a aproximação de grupos antagônicos e o distanciamento de grupos próximos. O tempo dirá.

 

Só tenho uma certeza: mentes, corações e braços dos políticos do Amazonas já estão focados nas eleições 2022.

 

*O autor é sociólogo, analista político, advogado e membro da Academia de Letras e Culturas da Amazônia - ALCAMA*

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