Terça, 18 de maio de 2021

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Atualizado em 15/01/2021

WILSON NOGUEIRA - Nunca foi por falta de aviso

WILSON NOGUEIRA - Nunca foi por falta de aviso Wilson Nogueira

O alerta mundial para esta segunda onda da covid-19 valeu pouco ou quase nada.

 

A impressão que se tem, em razão das falhas na prevenção à doença e da ineficácia no atendimento aos pacientes, é que os gestores públicos de plantão não estão nem aí para o insistente apelo das autoridades médicas e sanitárias.

 

E esse clamor pela prevenção persiste desde o início da pandemia, no começo do ano passado, com destaque para o isolamento social, mais o uso de máscaras e a limpeza das mãos (com sabão e álcool em gel).

 

O isolamento social, que impede o vírus de circular rapidamente, foi negligenciado pelas pessoas e pelas autoridades.

 

Assim, os amazonenses assistem, agora, ao mesmo filme da primeira onda: hospitais superlotados, gente morrendo antes de ser atendida, câmaras frigoríficas prontas para estocar corpos e liberar os leitos às pressas etc.

 

E tudo isso está sendo feito como se eles tivessem sido pegos de surpresa.

 

E não dá para colocar toda essa tragédia nas contas da população que, a toda hora, é bombardeada por propaganda negacionista sobre os avanços científicos.

 

Nunca neste país a ciência havia sofrido um ataque tão massivo, sórdido e covarde, feito e patrocinado por gente que age motivada pela política pequena, pela ignorância, pela maldade e pela má-fé.

 

O discurso negacionista tem minado a legitimidade dos profissionais da saúde que, por sua vez, têm que fazer esforço sobre-humano para atender gente em estado de saúde grave nas UBS, protos socorros e hospitais, entre esses, os que combatem a ciência.

 

O governo local parece mais afinado com essa ideia meia-boca de preferir o mercado às pessoas. Não aguenta a pressão de setores arrebanhados pela insensatez e passa atestado de fraqueza e frouxidão.

 

E mais: demonstra falta de liderança e criatividade para enfrentar crises, inclusive, as anunciadas.

 

O que se espera das lideranças é que elas estejam comprometidas com a vida de todos, principalmente com à daqueles que mal podem comprar comida.

 

Não há solução fácil para problemas difíceis, como os causados pela atual pandemia. Logo, os gestores públicos, os comprometidos com a vida, deveriam ter rejeitado essa orientação de encaminhar todos à morte para ver quantos sobrarão.

 

Mas, lamentavelmente, os governos central e locais persistem nessa atitude criminosa, porque não se justifica que estejam sempre atrasados na adoção de medidas para conter a segunda onda da pandemia, assim como estiveram na primeira.

 

E tomara, mas tomara mesmo, que a vacina chegue logo, porque é bem provável que estejam à espera da terceira onda, para para lucrar com as suas malvadezas.

 

*O autor é jornalista e escritor*

Sobe Catracas

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