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Atualizado em 18/03/2016

AUGUSTO BERNARDO CECÍLIO #O fim se aproxima

AUGUSTO BERNARDO CECÍLIO #O fim se aproxima

As manifestações de domingo se espalharam por todo o Brasil. E deixaram vários recados e apelos, se sobressaindo o apoio ao Juiz Sérgio Moro e às investigações da Lava Jato, focando contra Dilma, Lula e PT. A sociedade abraçou Moro como se segurasse numa corda que lhe traga a libertação, como se fosse a tábua de salvação. E com razão.

 

Não posso imaginar o quanto Moro e sua equipe já foi investigado ou ameaçado. Certamente os bisbilhoteiros já buscaram tudo o que pudesse enfraquecer ou colocar em suspeição o andamento da maior investigação “jamais vista na história desse país”. Mas a firmeza e postura dos investigadores não deixam dúvidas de que as decisões são acertadas.

 

Lula já pensou ser Deus, mas não é, e ninguém está acima da lei. O discurso exaltado, proferido após o depoimento forçado, insuflou a militância e tentou acirrar os ânimos, algo muito perigoso no momento em que muitos falam que o Brasil está dividido, quando na verdade está decidido. A comparação com uma serpente foi algo extremamente infeliz, por se tratar de um animal peçonhento e venenoso, que remete a agressão, ao ódio, ao rancor. E jararaca nos lembra das altas taxas de morbidade e de mortalidade.

 

Moro - a exemplo de Joaquim Barbosa - encarna a esperança dos verdadeiros patriotas, na ausência de protagonismo dos políticos, dos partidos e dos parlamentos. A própria oposição morde e assopra, parecendo temer algo, sem firmeza. Faltam líderes de verdade. Aécio, cujo discurso continua o mesmo, perdeu as eleições até em Minas Gerais, e Marina se finge de morta, não reage, não se manifesta. Certas forças vivas da sociedade ou ficam em cima do muro, ou esperam um desfecho, pra ir só “na boa”, sem bola dividida. É hora de se expor. De mostrar a cara.

 

A oposição parece fraca e desencontrada. Muitos políticos estão nervosos e ameaçados pelas investigações. Muitos ainda esperam por trocas e barganhas. Dos senadores, 11 aliados do governo estão sendo investigados. O PMDB, cheio de ministérios, não mostra a sua grandeza, ficando sempre no papel de coadjuvante, sempre atrelado ao poder.

 

E o PSDB deve se arrepender até hoje por ter implantado a reeleição no Brasil, e esse terrível legado fica nas costas da população que sofre com o desemprego, com a inflação, com a insegurança, com a saúde capenga, com a educação fragilizada e com um país que não consegue vencer a luta contra um mosquito.

 

Que não se jogue a culpa somente em cima de alguns políticos (pois existem muitos honrados). Grande parte da população é sócia do caos que aqui se implantou. Os eleitores que votam de forma irresponsável são também culpados.

 

Sinceramente, esperava mais da OAB, dos jovens estudantes e da igreja, principalmente da católica (da qual participo). A própria igreja já está acostumada a pedir perdão por omissões historicamente praticadas. E assim digo sem qualquer envolvimento político partidário, e sem pregar a incitação ou a lavagem cerebral. Esperava algo mais das escolas: não adianta ser um craque em português e matemática e virar marionete.

 

Onde estão os caras pintadas e as entidades que representam os estudantes? O que esperar da nossa juventude quando se vê, em grande maioria, pessoas desvinculadas dos problemas nacionais e somente apegadas ao celular e às redes sociais? O que esperar de pessoas que trocam os livros e as pesquisas por trocas de mensagens?

 

O governo Dilma acabou e travou o país. A economia está derretendo. Falta credibilidade e liderança. É hora de pensar no parlamentarismo. É hora de se trabalhar na alternância de poder sem traumas, sem populismo ou fanatismo, e com respeito ao Estado Democrático de Direito.

 

*O autor é Auditor fiscal da Sefaz. E-mail: [email protected]

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