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Atualizado em 11/07/2017

Com morte de crianças no hospital, Adail paga R$ 390 mil para Gustavo Lima cantar

Contrato do show do cantor Gustavo Lima, em Coari, no dia 02 de agosto, será investigado pelo TCE

Com morte de crianças no hospital, Adail paga R$ 390 mil para Gustavo Lima cantar Adail Filho fez contrato do show de Gustavo Lima sem licitação

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM- O prefeito de Coari ( a 370 quilômetros de Manaus), Adail Pinheiro (PP), não brinca em serviço quando o negócio em gastança.  Com o país prestes a ter seu presidente novamente cassado, o Estado sendo comandado por um governo interino, sem controle nas contas, o sistema de saúde do hospital de Coari, Odair Carlos Geraldo, padecendo com crianças morrendo por falta de assistência, o prefeito se dá ao luxo de contratar o show do cantor Gustavo Lima por R$ 390 mil, com pagamento a empresa Balada Eventos e Produções Ltda, CNPJ 21.363.253/0001-08, com sede em Goiânia. Tudo sem licitação pública. 

 

Para a saúde e educação crise, mas para a festa de aniversário da cidade, marcada para o dia 2 de agosto a Prefeitura tem caixa e dinheiro sobrando. O contrato de quase 400 mil, publicado no Diário Oficial do Município (11 de maio de 2017) chamou a atenção do Ministério Público de Contas do Estado. O procurador chefe do MPC, Carlos Alberto Almeida, prometeu investigar o caso. “Eu, como cidadão, fico estupefato com um valor destes”, afirmou.  A informação é do Portal D24am.

 

O portal deAMAZÔNIA apurou que há um mês moradores protestaram por causa da morte de quatro crianças no hospital Odair Carlos e acusaram o sucateamento do sistema de saúde. Uma mulher chegou a gravar um vídeo pedindo socorro para o filho na porta do hospital.  

 

Um fato curioso sobre a contratação de Gustavo Lima é o alto valor do cachê de R$ 390 mil. Segundo a coluna Retratos da Vida, do Jornal Extra do Rio, o cantor já teria cobrado R$ 90 mil para cantar em festa de formatura e que no auge do sucesso o cachê saia por R$ 250 mil. A assessoria do cantor negou.

 

Por meio da assessoria de imprensa a Prefeitura de Coari informou ao D24am que a empresa Balada Eventos foi contratada porque não havia outra firma no ramo para disputar a licitação, em nível de condições e citou o artigo 25 da Lei das Licitações 8.666/93.“É inexigível a licitação quando houver inviabilidade de competição, em especial: para a contratação do profissional de qualquer setor artístico, diferente ou através de qualquer empresário exclusivo, desde que consagrado pela crítica ou pela opinião pública”.

O DEAMAZÔNIA PUBLICA O CONTRATO HOMOLOGADO NO DIÁRIO OFICIAL

 coarisis

 

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